Esta imagem serve como o título e a arte principal de um artigo de Robson Adami Campos, intitulado “O Voto de 2026 e o Lugar do Brasil na Desordem Global.” O subtítulo “O mundo em transição” define o contexto de mudança geopolítica. A visualização combina dois elementos principais: à esquerda, uma estrutura arquitetônica moderna e dourada com uma bandeira brasileira central, simbolizando a estabilidade institucional e a identidade nacional. À direita, um globo terrestre detalhado destaca o Brasil em verde, cercado por múltiplas órbitas douradas e brilhantes. Estas órbitas funcionam como metáforas para as complexas e dinâmicas forças globais, redes de conexão e potenciais “desordens” que o país deve navegar, especialmente à luz das próximas eleições.

O mundo em transição

Ao longo desse voto, apoio minha percepção sobre o possível sucessor da hegemonia norte-americana, partindo da premissa que as transições do capitalismo histórico se tornam inteligíveis quando observadas como deslocamentos entre poder econômico, poder financeiro e capacidade político-militar, estabelecendo uma correlação sobre as formas que os ciclos sistêmicos interferem na realidade doméstica brasileira. Em A Geometria do Imperialismo, Arrighi já advertia que qualquer definição depende da grade conceitual adotada e deve ser “repetidamente submetida a controle empírico” [1]. Essa cautela metodológica prepara o caminho para O Longo Século XX, obra em que a inspiração braudeliana permite decompor a história do capitalismo em ciclos sistêmicos — genovês, holandês, britânico e norte-americano — marcados por expansões financeiras terminais [2]. Em 1994, a sucessão dos Estados Unidos ainda não aparecia associada à China, mas ao arquipélago capitalista do leste asiático sob liderança japonesa. Arrighi descrevia uma simetria instável: os Estados Unidos conservavam o “quase-monopólio do uso legítimo da violência”, embora dependessem de quem controlava a liquidez mundial; Japão e economias vizinhas, por sua vez, detinham o “quase-monopólio da liquidez mundial”, mas careciam da proteção militar norte-americana [3]. A China, nesse tempo, surge apenas como memória histórica, não como sucessora provável. A inflexão ocorre em Chaos and Governance in the Modern World System, escrito com Beverly Silver. Ali, em 1999, a “civilização reemergente centrada na China” já aparece como núcleo de uma possível reorganização sistêmica, condicionada tanto à adaptação do Ocidente a uma posição menos proeminente quanto à capacidade chinesa de oferecer “soluções em nível sistêmico” aos problemas legados pela hegemonia estadunidense [4]. O ensaio de 2003 aprofunda essa leitura ao sustentar que, se o sistema entrasse em colapso, isso ocorreria sobretudo pela “resistência dos Estados Unidos ao ajuste e à acomodação” [5]. Em Adam Smith em Pequim, Arrighi acrescenta o mecanismo econômico: a força chinesa não derivaria apenas de mão de obra barata, mas da qualidade de suas reservas de trabalho e de um desenvolvimento ancorado em tradições próprias, no qual o capital estrangeiro “interveio tardiamente” [6]. Ainda assim, o autor recusava qualquer determinismo: uma eventual hegemonia chinesa, disse a David Harvey, ocorreria “de maneira muito distinta”, mais econômica que militar [7]. A força dessa interpretação aparece justamente quando confrontada com fontes que não partem do mesmo arcabouço. A CEPAL descreve a passagem de um sistema unipolar para uma competição multipolar assimétrica e registra que, entre 1990 e 2024, a participação do G7 no PIB mundial caiu de 45% para 30%, enquanto a da China subiu de 4% para 19% [8]. O Fórum Econômico Mundial identifica o presente como “era da competição”, marcada por riscos de conflito armado, recessão geopolítica e confrontação geoeconômica [9]. O Munich Security Report fala em regiões moldadas por hegemons regionais [10], e o SIPRI sintetiza o impasse ao afirmar que “nenhuma das três grandes potências está comprometida em defender e sustentar a ordem mundial” [11], num contexto em que o gasto militar global alcançou 2,7 trilhões de dólares [12]. Delineia-se, assim, uma transição inconclusa: de um lado, uma potência que conserva superioridade militar e o privilégio do dólar; de outro, uma potência ascendente ainda sem hegemonia no sentido gramsciano de liderança reconhecida como interesse geral.

Armadilhas e ativos de uma América Latina em busca de rumo

A posição brasileira nessa transição deve ser lida, antes, pela condição latino-americana. A CEPAL identifica três armadilhas regionais: crescimento medíocre, de apenas 1,2% ao ano entre 2016 e 2025; desigualdade persistente; e instituições frágeis para sustentar reformas de longo fôlego [13]. O Banco Mundial confirma a limitação ao projetar crescimento regional próximo de 2,6% ao ano até 2028, insuficiente para reduzir de modo expressivo a pobreza [14]. A região, contudo, reúne ativos estratégicos: quase metade das reservas mundiais de lítio e grafite, posição de maior exportadora líquida de alimentos e um mercado de mais de 660 milhões de pessoas [15]. Esses recursos, adverte a própria Comissão, não se converterão “espontaneamente em avanços de desenvolvimento” sem estratégia [16]. Há ainda um capital político singular: entre 2018 e 2024, as Américas foram a única região sem guerra entre Estados, e a América do Sul foi a única sub-região a reduzir gasto militar em 2024, no mesmo momento em que a Europa o elevava em 17% [17]. O contraste é duro. Brasil e México lideravam as mortes violentas na região em 2024, sobretudo por “violência criminal, e não política” [18], enquanto a CEPAL tratava o crime organizado transnacional como “desafio de governança de primeira ordem”, capaz de exercer “governança territorial de fato” em partes de vários países [19]. Por isso, a recomendação regional mais consistente é evitar alinhamentos rígidos entre China e Estados Unidos e construir “coalizões de geometria variável” [20], fórmula próxima ao “novo realismo” defendido pelo SIPRI [21]. É nesse horizonte que o Brasil aparece, segundo a CEPAL, como ator global pela presidência do G20, pela cúpula amazônica e pela COP30 [22].

O Brasil: entre a exceção permanente e o protagonismo possível

No caso brasileiro, a chave oferecida por Gilberto Bercovici é decisiva. Para ele, a periferia capitalista vive sob um “estado de exceção econômico permanente” [23], no qual a razão de mercado se converte em razão de Estado. A antiga legislação de emergência, antes mobilizada para conter a propriedade em nome do bem-estar coletivo, passa a limitar direitos sociais para assegurar a acumulação privada [24]. Maria da Conceição Tavares já associava essa engrenagem à hegemonia norte-americana, fundada não apenas em poder econômico ou militar, mas na capacidade de “enquadramento econômico-financeiro e político-ideológico dos demais países” [25]. Essa leitura ilumina a conjuntura de 2026. A OCDE registra que Brasil e Canadá enfrentam tarifas adicionais americanas de 50% e 25% sobre bens selecionados, e que Brasil e Índia estão entre os países cujas alíquotas efetivas de importação mais subiram no mundo [26]. A sequência é eloquente: Arrighi advertiu, em 2003, que o colapso sistêmico poderia vir da resistência americana ao ajuste [27]; o Fórum Econômico Mundial alertou, em 2025, para os efeitos de uma escalada tarifária global [28]; e a OCDE confirmou, em 2026, que o Brasil se encontra entre seus alvos centrais. As projeções econômicas reforçam a tensão. A OCDE estima crescimento brasileiro de 2,0% em 2026 [29], o Banco Mundial projeta 1,9% [30], e o FMI registra um triênio 2022-2024 de expansão média de 3,2%, desemprego no menor nível em vinte anos, pobreza no menor patamar desde 2012 e serviço da dívida equivalente a 6,3% do PIB em 2024 [31]. O país combina melhora social real com severa restrição fiscal. Ao mesmo tempo, a CEPAL o descreve como potência média ativa, dotada de vantagens produtivas concretas: segundo maior exportador mundial de alimentos processados, terceira maior fabricante de aviões pela Embraer e detentor da maior reserva isolada de grafite do mundo, com 26,5% do total [32]. O Brasil é, portanto, simultaneamente periferia constrangida e potência média com ativos excepcionais, tendo por certo que não será uma sujeição servil a qualquer potência que terá por resolvido os complexos desafios postos.

Duas candidaturas sob o mesmo escrutínio

O pleito de 2026 ocorre sob fragmentação partidária, digitalização acelerada da disputa e polarização afetiva. Nesse ambiente, três temas estruturam a comparação entre as candidaturas principais: o destino das reformas fiscal e tributária aprovadas entre 2023 e 2026; a governabilidade num Congresso caracterizado como “tricameralismo de fato” [33]; e a relação entre os Poderes. O programa de Flávio Bolsonaro propõe seis medidas de reforma do STF, do CNJ e do CNMP [34]. Três delas — limitar decisões monocráticas, impor quarentena a ministros de Estado antes de indicação ao Supremo e vedar atuação de parentes perante o tribunal do respectivo magistrado — respondem a preocupações reais. A própria Corte informou que, das 118.072 decisões proferidas em 2025, 94.934, ou 81%, foram monocráticas [35]. Outras medidas, porém, concentram risco institucional: rever a legitimidade ativa para o controle concentrado e limitar competências do CNJ e do CNMP deslocaria poder de revisão para o bloco político que já controla parcela substantiva do orçamento por emendas. O “Tesouraço da Censura” também conflita com a proposta adversária de regulação democrática das redes sociais para conter desinformação [36], tema que o Fórum Econômico Mundial situou entre os riscos de curto prazo mais relevantes [37]. O programa de Lula, por sua vez, é lacunar em pontos importantes. Diante de um Judiciário com 75,5 milhões de processos pendentes e tempo médio de tramitação de três anos e sete meses [38], a promessa de manter “diálogo permanente com os atores do judiciário” carece de mecanismo, meta e prazo [39]. Também falta tratamento explícito da trajetória fiscal, omissão sensível diante de um serviço da dívida de 6,3% do PIB [40]. Ainda assim, há dois elementos que sustentam a preferência aqui defendida: o histórico de formação de coalizões heterogêneas em contexto de dominância fiscal política e o protagonismo internacional reconhecido por fonte técnica externa, como demonstra o registro da CEPAL sobre a presidência brasileira do G20, a cúpula amazônica e a COP30 [41]. Em segurança pública, os planos divergem: Lula enfatiza o fortalecimento do Sistema Único de Segurança Pública e denuncia a asfixia financeira dos estados; Bolsonaro adota ênfase mais repressiva. Ambos, contudo, parecem subestimar a escala regional do problema. Brasil e México lideraram as mortes violentas por “violência criminal, e não política” [42], em um continente onde organizações criminosas exercem “governança territorial de fato” [43]. Sem enfrentar os circuitos financeiros do crime organizado, nenhuma resposta puramente nacional ou repressiva será suficiente. Quanto às candidaturas de terceira via e aos panoramas legislativos, ressalta-se, apenas a competitividade marginal das candidaturas presidenciais fora dos polos principais; 314 candidaturas para 27 vagas no Senado [44]; e 7.627 candidaturas para 513 cadeiras na Câmara, em ambiente marcado por mais de R$ 26,6 bilhões anuais em emendas parlamentares e por alta taxa de reeleição [45].

O voto

Reunidos esses elementos, a conclusão deve ser sóbria. Não afirmo que o programa de Lula seja superior ao do adversário nos dois eixos diretamente comparados; ao contrário, reconheço lacunas relevantes. Tampouco reduzo o programa concorrente a caricatura autoritária: parte de suas propostas judiciais responde a problemas reais. O voto de 2026, porém, não se decide apenas pela comparação textual dos programas, mas pela capacidade já demonstrada de governar em condições adversas e de mover o Brasil num sistema internacional em transição. A primeira capacidade é interna: administrar fragmentação, tricameralismo de fato, dominância fiscal, a crise institucional partindo do Poder judiciário e a baixa renovação parlamentar. A segunda, está pautada na falta de experiência do candidato de oposição ao exercício do Poder Executivo. Já a terceira, ainda mais decisiva, é externa: operar simultaneamente com Washington, Pequim, Nova Delhi, os países amazônicos e o Sul Global. O Brasil é, ao mesmo tempo, país submetido à exceção econômica permanente [46], potência média dotada de ativos excepcionais [47] e alvo da escalada tarifária americana [48]. Esse é precisamente o cenário antecipado por Arrighi e confirmado pelo SIPRI: uma ordem em que as grandes potências já não se mostram comprometidas em sustentar o arranjo global anterior. Nesse contexto, as “coalizões de geometria variável” recomendadas pela CEPAL e o “novo realismo” do SIPRI exigem experiência diplomática comprovada. A presidência do G20, a cúpula amazônica e a COP30 não são adornos simbólicos; são instrumentos de sobrevivência estratégica. A frase de Bercovici permanece como síntese moral desta percepção: “a salvaguarda da ordem democrática não depende do direito, mas dos cidadãos” [49]. Não há engenharia institucional capaz de produzir normalidade onde a exceção se tornou permanente. Há, periodicamente, a escolha de quem administrará a transição. Em 2026, essa decisão não diz respeito apenas a um governo, mas à posição do Brasil num ciclo mundial ainda inconcluso.

Por essas razões, voto em Lula-Alckmin.

Arcadas, 28 de setembro de 2026.

Robson Adami Campos é advogado no escritório Carneiro de Souza Advogados Associados e professor. Mestre e doutorando pela Universidade de São Paulo (USP), especialista pela Universidade Estadual Paulista (UNESP), conselheiro do Conselho Superior de Direito da FECOMERCIO-SP e autor de Descobrindo Ignacio Rangel, pela Editora Appris, com publicação prevista para 2027. E-mail: adamicampos@usp.br

NOTAS

[1] ARRIGHI, Giovanni. The geometry of imperialism: the limits of Hobson’s paradigm. Tradução de Patrick Camiller. London: NLB, 1978. p. 150.

[2] ARRIGHI, Giovanni. O longo século XX: dinheiro, poder e as origens de nosso tempo. Tradução de Vera Ribeiro; revisão de tradução de César Benjamin. Rio de Janeiro: Contraponto; São Paulo: Editora UNESP, 1996. p. xi.

[3] ARRIGHI, Giovanni. O longo século XX: dinheiro, poder e as origens de nosso tempo. Rio de Janeiro: Contraponto; São Paulo: Editora UNESP, 1996. p. 368-369.

[4] ARRIGHI, Giovanni; SILVER, Beverly J. Chaos and governance in the modern world system. Minneapolis: University of Minnesota Press, 1999. p. 333-334.

[5] ARRIGHI, Giovanni. The social and political economy of global turbulence. New Left Review, London, n. 20, p. 5-71, mar./abr. 2003. p. 71.

[6] ARRIGHI, Giovanni. Adam Smith in Beijing: lineages of the twenty-first century. London; New York: Verso, 2007. p. 351.

[7] HARVEY, David; ARRIGHI, Giovanni. Os caminhos sinuosos do capital: entrevista com Giovanni Arrighi. Tradução de Pedro Antonio Vieira e Fábio Soncini. Textos de Economia, Florianópolis, v. 14, n. 1, p. 11-50, jan./jun. 2011. p. 43-44.

[8] COMISIÓN DE LA CEPAL SOBRE GEOPOLÍTICA, GLOBALIZACIÓN Y DESARROLLO PARA AMÉRICA LATINA Y EL CARIBE. Rupturas y oportunidades: propuestas para que América Latina y el Caribe prospere en la nueva era geopolítica. Santiago: CEPAL, 2026. p. 23-24.

[9] WORLD ECONOMIC FORUM. Global risks report 2025. 20. ed. Geneva: World Economic Forum, 2025. p. 4; WORLD ECONOMIC FORUM. Global risks report 2026. Geneva: World Economic Forum, 2026.

[10] MUNICH SECURITY CONFERENCE. Munich Security Report 2026: under destruction. München: Munich Security Conference, 2026.

[11] STOCKHOLM INTERNATIONAL PEACE RESEARCH INSTITUTE. SIPRI Yearbook 2025: armaments, disarmament and international security — summary. Stockholm: SIPRI, 2025. p. 1.

[12] STOCKHOLM INTERNATIONAL PEACE RESEARCH INSTITUTE. SIPRI Yearbook 2025: armaments, disarmament and international security — summary. Stockholm: SIPRI, 2025. p. 4.

[13] COMISIÓN DE LA CEPAL SOBRE GEOPOLÍTICA, GLOBALIZACIÓN Y DESARROLLO PARA AMÉRICA LATINA Y EL CARIBE. Rupturas y oportunidades: propostas para que América Latina y el Caribe prospere en la nueva era geopolítica. Santiago: CEPAL, 2026. p. 26.

[14] BANCO MUNDIAL. Global economic prospects. Washington, DC: World Bank Group, jun. 2026.

[15] COMISIÓN DE LA CEPAL SOBRE GEOPOLÍTICA, GLOBALIZACIÓN Y DESARROLLO PARA AMÉRICA LATINA Y EL CARIBE. Rupturas y oportunidades: propuestas para que América Latina y el Caribe prospere en la nueva era geopolítica. Santiago: CEPAL, 2026. p. 27-28.

[16] COMISIÓN DE LA CEPAL SOBRE GEOPOLÍTICA, GLOBALIZACIÓN Y DESARROLLO PARA AMÉRICA LATINA Y EL CARIBE. Rupturas y oportunidades: propuestas para que América Latina y el Caribe prospere en la nueva era geopolítica. Santiago: CEPAL, 2026. p. 29.

[17] STOCKHOLM INTERNATIONAL PEACE RESEARCH INSTITUTE. SIPRI Yearbook 2025: armaments, disarmament and international security — summary. Stockholm: SIPRI, 2025. p. 3-4.

[18] STOCKHOLM INTERNATIONAL PEACE RESEARCH INSTITUTE. SIPRI Yearbook 2025: armaments, disarmament and international security — summary. Stockholm: SIPRI, 2025. p. 3.

[19] COMISIÓN DE LA CEPAL SOBRE GEOPOLÍTICA, GLOBALIZACIÓN Y DESARROLLO PARA AMÉRICA LATINA Y EL CARIBE. Rupturas y oportunidades: propuestas para que América Latina y el Caribe prospere en la nueva era geopolítica. Santiago: CEPAL, 2026. p. 31 e 40.

[20] COMISIÓN DE LA CEPAL SOBRE GEOPOLÍTICA, GLOBALIZACIÓN Y DESARROLLO PARA AMÉRICA LATINA Y EL CARIBE. Rupturas y oportunidades: propuestas para que América Latina y el Caribe prospere en la nueva era geopolítica. Santiago: CEPAL, 2026. p. 41.

[21] STOCKHOLM INTERNATIONAL PEACE RESEARCH INSTITUTE. SIPRI Yearbook 2025: armaments, disarmament and international security — summary. Stockholm: SIPRI, 2025. p. 1.

[22] COMISIÓN DE LA CEPAL SOBRE GEOPOLÍTICA, GLOBALIZACIÓN Y DESARROLLO PARA AMÉRICA LATINA Y EL CARIBE. Rupturas y oportunidades: propostas para que América Latina y el Caribe prospere en la nueva era geopolítica. Santiago: CEPAL, 2026. p. 73.

[23] BERCOVICI, Gilberto. O estado de exceção econômico e a periferia do capitalismo. Pensar, Fortaleza, v. 11, p. 95-99, fev. 2006. p. 95.

[24] BERCOVICI, Gilberto. O estado de exceção econômico e a periferia do capitalismo. Pensar, Fortaleza, v. 11, p. 95-99, fev. 2006. p. 96.

[25] TAVARES, Maria da Conceição; FIORI, José Luís (org.). Poder e dinheiro: uma economia política da globalização. Petrópolis: Vozes, 1997 apud BERCOVICI, Gilberto. O estado de exceção econômico e a periferia do capitalismo. Pensar, Fortaleza, v. 11, p. 95-99, fev. 2006. p. 96.

[26] ORGANIZAÇÃO PARA A COOPERAÇÃO E DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO. OECD economic outlook, interim report September 2026: weathering successive shocks. Paris: OECD Publishing, 2026. p. 15-16.

[27] ARRIGHI, Giovanni. The social and political economy of global turbulence. New Left Review, London, n. 20, p. 5-71, mar./abr. 2003. p. 71.

[28] WORLD ECONOMIC FORUM. Global risks report 2025. 20. ed. Geneva: World Economic Forum, 2025. p. 4.

[29] ORGANIZAÇÃO PARA A COOPERAÇÃO E DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO. OECD economic outlook, interim report September 2026: weathering successive shocks. Paris: OECD Publishing, 2026. p. 6.

[30] BANCO MUNDIAL. Global economic prospects. Washington, DC: World Bank Group, jun. 2026.

[31] FUNDO MONETÁRIO INTERNACIONAL. Brazil: growth moderating after strength. Washington, DC: International Monetary Fund, 2026.

[32] COMISIÓN DE LA CEPAL SOBRE GEOPOLÍTICA, GLOBALIZACIÓN Y DESARROLLO PARA AMÉRICA LATINA Y EL CARIBE. Rupturas y oportunidades: propuestas para que América Latina y el Caribe prospere en la nueva era geopolítica. Santiago: CEPAL, 2026. p. 143 e 149.

[33] ARAGÃO, Murillo de. O tricameralismo de fato e a geometria irregular do poder. Conjuntura Econômica, Rio de Janeiro: FGV/IBRE, 2026.

[34] BOLSONARO, Flávio. Para o Brasil vencer o atraso: programa de governo 2026. [S. l.: s. n.], 2026. p. 64-65.

[35] BRASIL. Supremo Tribunal Federal. Relatório de atividades 2025. Brasília, DF: STF, 2026. p. 15.

[36] BOLSONARO, Flávio. Para o Brasil vencer o atraso: programa de governo 2026. [S. l.: s. n.], 2026. p. 66; LULA DA SILVA, Luiz Inácio. Programa de governo 2026. [S. l.: s. n.], 2026. p. 16.

[37] WORLD ECONOMIC FORUM. Global risks report 2025. 20. ed. Geneva: World Economic Forum, 2025. p. 4.

[38] BRASIL. Conselho Nacional de Justiça. Justiça em números 2026. Brasília, DF: CNJ, 2026.

[39] LULA DA SILVA, Luiz Inácio. Programa de governo 2026. [S. l.: s. n.], 2026. p. 16.

[40] FUNDO MONETÁRIO INTERNACIONAL. Brazil: growth moderating after strength. Washington, DC: International Monetary Fund, 2026.

[41] COMISIÓN DE LA CEPAL SOBRE GEOPOLÍTICA, GLOBALIZACIÓN Y DESARROLLO PARA AMÉRICA LATINA Y EL CARIBE. Rupturas y oportunidades: propuestas para que América Latina y el Caribe prospere en la nueva era geopolítica. Santiago: CEPAL, 2026. p. 73.

[42] STOCKHOLM INTERNATIONAL PEACE RESEARCH INSTITUTE. SIPRI Yearbook 2025: armaments, disarmament and international security — summary. Stockholm: SIPRI, 2025. p. 3.

[43] COMISIÓN DE LA CEPAL SOBRE GEOPOLÍTICA, GLOBALIZACIÓN Y DESARROLLO PARA AMÉRICA LATINA Y EL CARIBE. Rupturas y oportunidades: propuestas para que América Latina y el Caribe prospere en la nueva era geopolítica. Santiago: CEPAL, 2026. p. 31.

[44] AGÊNCIA SENADO. Eleições 2026: 314 candidaturas disputam 27 vagas no Senado Federal. Brasília, DF: Senado Federal, 2026; TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL. Estatísticas de candidaturas: eleições 2026. Brasília, DF: TSE, 2026.

[45] DEPARTAMENTO INTERSINDICAL DE ASSESSORIA PARLAMENTAR. Radiografia do novo Congresso: candidaturas à Câmara dos Deputados 2026. Brasília, DF: DIAP, 2026.

[46] BERCOVICI, Gilberto. O estado de exceção econômico e a periferia do capitalismo. Pensar, Fortaleza, v. 11, p. 95-99, fev. 2006.

[47] COMISIÓN DE LA CEPAL SOBRE GEOPOLÍTICA, GLOBALIZACIÓN Y DESARROLLO PARA AMÉRICA LATINA Y EL CARIBE. Rupturas y oportunidades: propuestas para que América Latina y el Caribe prospere en la nueva era geopolítica. Santiago: CEPAL, 2026.

[48] ORGANIZAÇÃO PARA A COOPERAÇÃO E DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO. OECD economic outlook, interim report September 2026: weathering successive shocks. Paris: OECD Publishing, 2026.

[49] BERCOVICI, Gilberto. A expansão do estado de exceção e as fronteiras do capitalismo. In: SIMPÓSIO BIENAL SBPSP “FRONTEIRAS DA PSICANÁLISE: A CLÍNICA EM MOVIMENTO”, 2., 2020, São Paulo. Anais […]. São Paulo: Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo, 2020. p. 183-189. p. 187.

REFERÊNCIAS

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Publicado por Adami Campos

Adami Campos é Advogado e Professor.

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