150 anos do Estadão

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Para uma nação com mais de duzentos anos de independência, ter um veículo de comunicação que celebra o seu sesquicentenário é uma grande festa e alegria para os brasileiros e, particularmente, para os paulistas! Do originário, A Província de S. Paulo do período imperial passou a ser O Estado de S. Paulo com a República. Percorreu todo o longo século XX cobrindo eventos que forjaram a civilização, como as Grandes Guerras, a Revolução Russa, a corrida para o espaço e a chegada do homem à Lua, a queda da URSS, crises e expansões econômicas e assim vai. É um momento especial para valorizar e reconhecer nossas instituições, quem fez história e tudo aquilo que é bom e proveitoso produzido por aqui!

Sou leitor do Estadão desde os doze anos, quando, todo sábado, logo pela manhã, me lançava nas páginas do Caderno Estadinho para ler os quadrinhos de Chico Bento, sempre bem feitos pelo inspirado Maurício de Souza. À época, o assinante era meu pai, e gostávamos muito do caderno de Esportes para ver as boas ou más notícias do Glorioso Alvinegro de Parque São Jorge. Hoje, permaneço assinante e leitor desta casa, que sempre assumiu que tinha uma visão liberal e republicana. Elemento valioso e singular que merece especial apreço. O Acervo do Estadão é um alento para qualquer pesquisador, uma vez que possui uma grande variedade e qualidade para acesso à informação. Curiosamente, não há nenhuma notícia publicada nos anos 1950 sobre um eventual campeonato mundial palestrino, mas isso deve ser deixado de lado.

Em uma edição alentada e bonita de 04 de janeiro de 2025, os 150 anos são comemorados em grande estilo, resgatando o decálogo que estabeleceu os princípios do Jornal em 1875 (página E4, https://www.estadao.com.br/150-anos/a-missao-do-estadao/), que defendia a liberdade, os valores republicanos e o progresso do Brasil. Também defendia que o Brasil se tornasse um país mais próspero e justo por meio de políticas públicas para diminuir a brutal desigualdade socioeconômica que ainda divide os brasileiros em cidadãos de primeira e segunda classe. É importante salientar, nos termos do decálogo, que o desenvolvimento sustentável dependerá de ações públicas e privadas que promovam um crescimento econômico sustentado e ambientalmente responsável. Para isso, aqui, vale a intrínseca e necessária reflexão e um balanço que tantos anos de existência exigem e provocam em uma organização de tamanho porte. Como mero leitor do jornal, não é sempre que se encontra um retrato fiel de um Liberalismo real, como foi mencionado na página B4 da mesma edição (https://www.estadao.com.br/economia/decisao-de-biden-de-barrar-aquisicao-da-nippon-steel-preocupa-trabalhadores-da-us-steel/), onde se destaca que o governo dos Estados Unidos impediu a compra da U.S. Stell pela Nippon Stell japonesa, negócio de US$ 14 bilhões, com base no interesse nacional daquele país. De acordo com o Liberalismo utópico, o Estado não tem atuação, não produz, não interfere e se limita a garantir a propriedade. Apesar de essa concepção ser históricamente relevante, os Estados desenvolvidos no século XXI não são mais (se é que o foram) meros garantidores de patrimônio. Estados e mercados são parceiros indissociáveis na história do Capitalismo e dentro do Liberalismo real, o primeiro é macro organizador e articulador social, enquanto o segundo é locus fundamental e social de produção de riquezas. Espero ver mais nestas páginas centenárias do Liberalismo real com vistas ao desenvolvimento nacional. 

Parabéns e cordiais saudações ao Jornal O Estado de São Paulo!

Fraterno abraço!

São Paulo, domingo, 05 de janeiro de 2024.

Robson Adami Campos

Advogado e Professor, mestre e doutorando pela USP.

Nota pública para redes sociais, enviada ao Jornal O Estado de S. Paulo.

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